Borboletas

Eu te observo de longe, com medo de me aproximar. Eu não sei o que dizer, como puxar conversa. Nessas horas queria ser extrovertido, divertido, até metido. Queria ter mais confiança. Mas a timidez me faz só te admirar.

Os dias passam e eu te vejo sempre no mesmo lugar. Parece um pouco obsessivo, mas não quero o teu mal. Eu quero você, mas não sei como te dizer isso. Eu vejo você conversando com outras pessoas, ouço o som da sua risada, quase posso sentir o cheiro do seu perfume. E é fantástico. Você é fantástico.

Mas tenho medo de te chamar, de me apresentar. Tenho medo de falar um “oi” e receber um “tchau”. Então eu só observo, assisto e admiro.

Mas o destino, como há de se esperar, me prega uma peça e, num certo dia, eu vejo nossos olhares se cruzando. E isso acontece cada dia com mais frequência. E, de repente, os olhares se tornam sorrisos. Meu deus, os sorrisos são para mim agora. Que vergonha. Que delícia! O teu sorriso me faz sorrir. Durmo e acordo sorrindo.

E um dia, você vem na minha direção. Você me dá um “oi”. E eu te respondo. E é como se o assunto nunca acabasse. É como se a gente já se conhecesse a muito tempo. É como se a gente soubesse muitos segredos.

E o tempo todo, é como se borboletas morassem no meu estômago.

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