Inundação

A cabeça gira, perdida em pensamentos. O sangue corre pelas veias, carregado de sensações. O coração bate acelerado. A pela sua, fria e pálida. A pupila dilata, preenchendo o castanho claro dos olhos de escuridão, preto. A respiração fica descompassada. A boca, seca. Os passos ficam desajeitados. A voz, que por tantas vezes serviu de arma impiedosa e ácida, não sai.
E eu fico lá, te olhando, sem saber o que fazer, o que dizer, onde por as minhas mãos. Não sei se te ignoro, se te dou “oi”. Se saio correndo ou se choro. Fico parado, que nem um bobo, olhando para você. E a culpa é sua, toda sua. Você entra em mim e preenche cada espaço do meu corpo e do meu espírito. Você ocupa cada espaço destinado aos meus pensamentos e meu raciocínio. E eu fico quente, sentindo você.
E, como não faço nada, você vira as cosas e vai embora. E eu fico aqui, parado, enquanto você me abandona. Enquanto você sai de dentro de mim.
E eu fico aqui, completamente em branco, um vazio.

Um comentário sobre “Inundação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s